UNIVERSIADE FEDERAL DE MATO GROSSO DOS SUL
COORDENADORIA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA/MS
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO LATO SENSU DE COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
ESCOLA DE GESTORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA – TURMA B
MUNICÍPIO: Campo Grande/MS
CURSISTA: Neila Andrade Tostes López dos Santos
SALA AMBIENTE: Realidade Escolar e Trabalho Pedagógico
TURMA: B
ATIVIDADE: 1
DATA DA POSTAGEM: 30-05-2011
PROFESSORA: Regina C. Magalhães
1° texto: Lucíola Licínio de Castro Paixão Santos – UFMG
luciola@fae.ufmg.br Nilza Helena de Oliveira – UFMG nilzah@deii.cefetmg.br
O texto que tem por tema: “O coordenador pedagógico no contexto de gestão democrática da escola”, objetiva analisar a atuação do coordenador pedagógico no contexto da gestão democrática da escola, em que a coordenação pedagógica deixa de ser função exclusiva de pedagogos. A metodologia no texto abordada um enfoque qualitativo, que prima pela percepção da diferença de trabalho do coordenador pedagógico no ambiente escolar, apresentando em trabalho de campo pela coleta de dados respaldada nos relatórios de estágio em gestão sobre a organização e a qualidade da função do coordenador pedagógico. Como também há uma abordagem quantitativa, pois os relatórios dos alunos do curso de Pedagogia foram realizados nas escolas da Rede Municipal (9) e Particulares (8) num total de 17 escolas, buscando apreender as funções desempenhadas pelo coordenador pedagógico. Portanto o campo de investigação sobre o trabalho do coordenador pedagógico são as 17 escolas onde os estagiários coletaram dados para realização dos relatórios. Esta pesquisa propõe investigar as seguintes questões: Quais são as atividades desenvolvidas pelo coordenador? Como seu trabalho se insere no interior das práticas pedagógicas das escolas? Quais são os problemas e as dificuldades enfrentadas, e quais as intervenções positivas no cotidiano da escolar? Quais são suas atividades no campo do planejamento, acompanhamento e apoio do trabalho pedagógico?
Durante a analise dos relatórios foram citados os estudos de Barreira (2006)que foi identificar como se dá a ocupação do espaço de articulação pedagógica nas escolas municipais e particulares de Belo Horizonte. Também a pesquisa de Araujo (2007) que investiga o papel do professor que atua na função de coordenação da Rede Municipal de Ensino de Belo Horizonte, finalizando com Pires (2005) e Fernandes (2004) que analisaram a coordenação no contexto de gestão democrática. Os resultados apresentados sobre o trabalho do coordenador pedagógico, tanto do pedagogo como do professor coordenador pedagógico diz que nas escolas municipais, os PCP ( professor coordenador pedagógico ) dedicam boa parte do seu tempo às atividades de caráter administrativo e/ou burocrático e ao atendimento a alunos por questões disciplinares, mesmo assim realizam um bom trabalho. Já nas escolas particulares, os CP (coordenador pedagógico) também executarem atividades administrativas, verifica-se que dedicam mais tempo às atividades de cunho mais pedagógico e contam para com funcionários e estagiários. Apesar das escolas particulares apresentarem melhores condições de trabalho, ainda assim os CP tem sobrecarga de afazeres. Para finalizar tanto professor como pedagogo, na função de coordenador pedagógico, é necessário uma boa formação profissional, condições físicas e matérias para ter qualidade o trabalho pedagógico.
2° texto: Maria José da Silva Fernandes – UNESP, Campus Araraquara
silva_mj@uol.com.br Apoio financeiro FAPESP
O texto “O professor coordenador pedagógico, a articulação do coletivo e as condições de trabalho docente nas escolas públicas estaduais paulistas. Afinal, o que resta a essa função?” tem como objetivo discutir a função de professor coordenador pedagógico (PCP) nas escolas públicas estaduais paulista. A metodologia abordada no texto apóia-se em duas pesquisas, uma bibliográfica documental, a análise nos ofereceu elementos sobre a criação da função de Professor Coordenador Pedagógico, entretanto era preciso responder a seguinte pergunta: qual a profissionalidade do docente que passou a desempenhar a função de PCP no bojo das reformas educacionais recentes?. Outra pesquisa é empírica de base qualitativa, contanto com entrevista de trinta professores da rede pública estadual paulista, pertencentes a três Diretorias Regionais de Ensino no interior do Estado de São Paulo, a escolha seguiu alguns critérios adequados ao objeto da pesquisa como: os professores deveriam ter dez anos ou mais de experiência de trabalho no magistério público paulista; deveriam apresentar um comprometimento profissional reconhecido pelos pares e pela comunidade escolar e deveriam exercer a docência em diferentes escolas e preferencialmente em diferentes cidades. Durante a análise da pesquisa foram citados alguns estudos, um primeiro aspecto apontado pelas pesquisas refere-se ao desvio de função (Diasda-Silva e Lourencetti, 2002; Christov, 2001; Clementi, 2001) presente no trabalho cotidiano do professor coordenador pedagógico. Talvez, em decorrência do desvio de função, o professor coordenador pedagógico encontre dificuldades para definir a sua identidade, seu território e o seu espaço de atuação (Clementi, 2001; Mate, 1998; Christov, 2001; Dias-da-Silva e Lourencetti, 2002). A dificuldade para definir um território próprio para o trabalho do PCP e a falta de uma identidade clara para a função são agravadas pelo isolamento dos coordenadores pedagógicos em relação aos colegas que realizam o mesmo trabalho em outras unidades escolares (Garrido, 2000). Apesar da não exigência da formação pedagógica ter democratizado o acesso dos professores à coordenação, ela permitiu que muitos docentes assumissem a função sem ter um claro entendimento de didática, currículo ou gestão escolar. Esse aspecto abordado por Clementi (2001), Christov (2001) e Placco (2002). As dificuldades para uma atuação consciente na função podem colocar o PCP como um elemento que tem servido principalmente para veicular, impor e defender projetos da Secretaria Estadual de Educação, sem considerar a participação e o saber docente, levando ao risco de transformar os PCPs em “gerentes” das escolas, a quem cabe controlar as reformas educacionais, numa clara proximidade com os aspectos tecnicistas da educação (Guilherme 2002). A imposição de mudanças e o julgamento do trabalho realizado pelos docentes podem estar relacionados aos “traços” que os professores coordenadores demonstram em sua postura, o que Clementi (2001) identifica como “vícios”. Nesse sentido, é preciso muita habilidade do coordenador para estabelecer vínculos com os professores, ganhar a confiança do grupo e propor mudanças (Souza, 2001). De acordo com as pesquisas, o cotidiano do PCP e sua relação com o coletivo são marcados também pelas dificuldades encontradas pelos coordenadores para organizar e direcionar os encontros com os professores acarretando em algumas escolas a transformação das horas de trabalho pedagógico (HTPC) em meras exigências burocráticas, como nos afirma Torres (2001) ao argumentar que de “palco de negociações” as reuniões se transformam em “palcos de encenações”. Os resultados obtidos é que a atualmente os professores coordenadores pedagógicos estão em um contexto marcado por reformas educacionais que reporta a visão progressista e no jogo entre tecnicismo e a re-significação do papel dos professores coordenadores pedagógicos que tentam responder a muitos objetivos que muitas vezes contraditórios.Também enfrenta o cotidiano das escolas, de forma a aceitar imposições mas resisti a certas situações, criando alternativas para resolver problemas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário